RAMO LOBINHO

Ramo Lobinho
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Seção do ramo Lobinho - "Alcatéia"

Entre os 6,5 e os 10 anos de ambos os sexos, são denominados lobinhos. O programa educativo e as etapas do lobinho visam os primeiros ensinamentos, aprendem muito sobre a vida em meio à natureza, a viver em grupo e desenvolvem a sua liderança. “O livro da Jângal", de Rudyard Kipling, que retrata as aventuras de Mowgli, o menino lobo, é o que inspira a organização do Ramo Lobinho – juntos, formam uma alcateia, que é dividida em pequenos grupos chamados matilhas.

A organização da Alcatéia em matilha identificada por cores, cada uma com 4 à 6 seis lobinhos, entre meninos e meninas, e esse grupo nos acompanha durante todo o período em que ficamos nesse Ramo.

Com esses amigos, fazemos jogos, brincadeiras, vivemos aventuras, aprendemos sobre a importância da boa ação diária e ainda somos incentivados a fazer sempre o nosso Melhor Possível; esse inclusive é o nosso lema.

 

O chefe é chamado de Akelá e seus assistentes são chamados Baloo, Baguera, Kaa, Chill ou outros nomes dos personagens representados no "Livro da Jângal".

O lobo é o animal símbolo de todas as matilhas, que se diferem numa mesma Alcatéia pelas cores próprias dos lobos. A matilha é liderada por um Lobinho ou Lobinha chamado de Primo, auxiliado pelo Segundo Primo. Os Primos são escolhidos pelo Akelá, enquanto os segundos primos são escolhidos pelos outros lobinhos.

Aos 6 meses antes de completar 11 anos de idade, o lobinho é encaminhado a Tropa Escoteira, para fazer a "trilha", é um período necessário de adaptação a futura Tropa, ao completar 11 anos o Lobinho passa por uma cerimônia de passagem na qual se despede da Alcatéia.

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Patrona na alcatéia do 11° G.E.
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Vera Barclay: A primeira Akelá

Nossa Alcatéia tem como patrona a 1ª. chefe de Lobinhos (Akelá) da História do Escotismo.


     Na edição original do livro "Escotismo para Rapazes", Baden Powell não fixou um limite de idade mínima, nem máxima para o ingresso do menino no Movimento Escoteiro. Como conseqüência disso as tropas tinham meninos cujas idades variavam entre 9 a 18 anos.
 

    As coisas, no entanto, não eram tão simples assim! Imediatamente levantaram-se agudas e persistentes vozes dos meninos que eram muito pequenos para serem escoteiros, irmãos menores, que não estavam na faixa etária da "diversão" organizada no princípio do século, queriam entrar na brincadeira e não podiam esperar mais. 


   Os "pequenos" foram tão persistentes, intrometendo-se nas reuniões de Tropa e iniciaram alguns ensaios por volta de 1909. 


   Os primeiros esforços de trabalhar com meninos menores não obtiveram sucesso. Alguns escoteiros sentiram em receber estas crianças como "Junior Scouts", mas os resultados foram desastrosos. A tropa desestruturou-se, os mais velhos não desejavam misturar-se com os pequenos e estes não conseguiram acompanhar as vigorosas atividades feitas pelos escoteiros. 


   Tomar providências para que o que mais tarde foi chamado "Junior Scouts" (Escoteiros Junior), foi uma tarefa muito árdua para Baden Powell, pois embora ele estivessem receptivo à idéia, teve que tomar precauções para evitar a impressão que seu Movimento estava criando um jardim de infância para escoteiros. 

   Baden Powell não teve tempo suficiente para escrever o Manual do Lobinho durante a Primeira Guerra Mundial, porém, anunciou que o faria pouco tempo depois. 


   Com a erupção da guerra, as mulheres tomaram os lugares antes ocupados pelos jovens, que haviam respondido aos apelos do exército. Assim, foi permitido o ingresso de senhoras e senhoritas no Movimento, estas estavam encantadas com a idéia de que pudessem adestrar os pequenos. Suas idéias foram de grande valia na elucidação de problemas especiais que surgiam no adestramento dos pequenos. E nesta leva feminina que surge o braço direito do Fundador, no ramo lobinho: a Srta. Vera Barclay. 


   O seu encontro com o Fundador deu-se no dia 16 de junho de 1916 em uma conferência em Londres, onde Chefes de Lobinhos reuniram-se para reivindicar o esperado Manual do Lobinho, que contivesse um esquema específico para o ramo. 


   Vera Barclay não compareceu a conferência movida pelos seus objetivos uma vez que lobinhos não lhe interessavam, sua fixação eram os escoteiros. Porém, havia recebido um convite especial de B.P. que queria conversar com ela. 


   O objetivo de B.P. era contratá-la para juntar-se a equipe do Headquarters e trabalhar no projeto dos lobinhos. A idéia não a entusiasmou muito uma vez que lobinhos não eram o seu trabalho, e fechar-se em um escritório em Londres não estava em seus planos. 


   Em sua atuação com escoteiros nas áreas carentes de Londres recebeu de companheiros mais formais a crítica de que os rapazes não atendiam perfeitamente a todos os aspectos da Lei Escoteira. Deu , então, uma resposta que se tornou famosa: "O que interessa é, que pelo escotismo, os rapazes se tornem melhores!". 


   No entanto, em virtude de um joelho machucado, estava afastada de suas funções de enfermeira no "NetleyRed Cross Hospital" e além do mais, como admitiu posteriormente, era um grande serviço para o escotismo isolar os meninos pequenos e seus persistentes chefes dentro de suas próprias competências. 


   Não demorou muito, porém, e os lobinhos conquistaram completamente a sua simpatia, instalando-se definitivamente dentro de seu coração, de forma que a fizesse fazer de tudo para que eles fossem aceitos na fraternidade escoteira, pleiteando junto ao Headquarters tudo o que eles queriam. 


   Ela dedicou-se com entusiasmo na organização do Manual do Lobinho, intercalando ao famoso manuscrito de B.P. recortes, seus desenhos feitos a pena e bilhetes que encontrava jogados sobre sua mesa, contendo novas idéias de B.P. muitas vezes anotadas em papéis de suas lâminas de barbear. O Manual ficou também enriquecido com suas próprias opiniões acerca das insígnias e especialidades que constituiriam a parte II do Manual. 


   O Manual do Lobinho está impregnado de suas influências, feitas com entusiasmo e imaginação e, principalmente de um grande conhecimento da natureza de meninos pequenos. Ela via claramente a necessidade de conservar a essência, tanto quanto o método de treinamento, o tão distinto quanto possível daqueles do escoteiro. 


   Esta posição futuramente influiu fortemente para a sua indicação como Comissária do Quartel General para Lobinhos, posto que ela manteve até 1927. 


   Porém, o que veio responder a procura de Baden Powell por algo atraente, especial, capaz de sustentar a fantasia e contribuir com a formação da criança foi o Livro da Jângal, cuja adoção revolucionou completamente o esquema.


 

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Vera Barclay
Primeiras Edições do Escotismo para Rapazes
Vera Barclay
Vera Barclay
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Lei do Lobinho

Temos nossa própria lei, a Lei do Lobinho, que traz cinco artigos:

1 - O Lobinho ouve sempre os Velhos Lobos;

2 - O Lobinho pensa primeiro no outros;

3 - O Lobinho abre os olhos e os ouvidos;

4 - O lobinho é limpo e está sempre alegre;

5 - O Lobinho diz sempre a verdade.

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Promessa Lobinho
Distintivo de Lobinho

"Prometo fazer o melhor possível para:

Cumprir meus deveres para

com Deus e a minha Pátria:

Obedecer a Lei do Lobinho

e Fazer todos os dias uma Boa Ação"

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